sábado, 11 de junho de 2011

29 criaturas místicas

29. Cérbero
Na mitologia grega, Cérbero ou Cerberus (em grego – Kerberos = “demónio do poço”) era um monstruoso cão de múltiplas cabeças e cobras ao redor do pescoço que guardava a entrada do Hades, o reino subterrâneo dos mortos, deixando as almas entrarem, mas jamais saírem e despedaçando os mortais que por lá se aventurassem.
A descrição da morfologia de Cérbero nem sempre é a mesma, havendo variações. Mas uma coisa que em todas as fontes está presente é que Cérbero era um cão que guardava as portas do Tártaro, não impedindo a entrada e sim a saída. Quando alguém chegava, Cérbero fazia festa, era uma criatura adorável. Mas quando a pessoa queria ir embora, ele a impedia; tornando-se um cão feroz e temido por todos. Os únicos que conseguiram passar por Cérbero saindo vivos do submundo foram Héracles, Orfeu, Enéias e Psiquê.
Cérbero era um cão com várias cabeças, não se têm um número certo, mas na maioria das vezes é descrito como tricéfalo (três cabeças). Sua cauda também não é sempre descrita da mesma forma, às vezes como de dragão, como de cobra ou mesmo de cão. Às vezes, junto com sua cabeça são encontradas serpentes cuspidoras de fogo saindo de seu pescoço, e até mesmo de seu tronco.
Quanto à vida depois da morte, os gregos acreditavam que a morada dos mortos era o Hades, que levava o nome do deus que o regia, ao lado de Perséfone. Hades era irmão de Zeus. Localizava-se nos subterrâneos, rodeado de rios, que só poderiam ser atravessados pelos mortos. Os mortos conservavam a forma humana, mas não tinham corpo, não se podia tocá-los. Os mortos vagavam pelo Hades, mas também apareciam no local do sepultamento. Havia rituais cuidadosos nos enterros, e os mortos eram cultuados, principalmente pelas famílias em suas casas. Quando os homens morriam eram transportados, na barca de Caronte para a outra margem do rio Aqueronte, onde se situava a entrada do reino de Hades. O acesso se dava por uma porta de diamantes junto a qual Cérbero montava guarda.
Para acalmar a fúria de Cérbero, os mortos que residiam no submundo jogavam-lhe um bolo de farinha e mel que os seus entes queridos haviam deixado no túmulo.
Seu nome, Cérbero, vem da palavra Kroboros, que significa comedor de carne. Cérbero comia as pessoas. Um exemplo disso na mitologia é Pirítoo, que por tentar seduzir Perséfone, a esposa de Hades e filha de Deméter, deusa da fertilidade da Terra, foi entregue ao cão. Como castigo Cérbero comia o corpo dos condenados.
Cérbero era filho de Tífon (ou Tifão) e Equídina, irmão de Ortros e da Hidra de Lerna. Da sua união com Quimera, nasceram o Leão de Neméia e a Esfinge.
28. Tengu
Tengu  são criaturas fantásticas do folclore japonês, uma espécie de duende cujas lendas possuem traços tanto da religião budista quanto xintoísta. Habitam florestas e montanhas. O traço físico mais marcante dos Tengu são seus longos narizes. A maioria deles também possui barba. Alguns Tengus têm cabeças de pássaro; estes eram tidos como grandes artistas marciais.
Acreditava-se que possuíam vários poderes sobrenaturais, entre eles a capacidade de mudar de forma, ventriloquismo, teletransporte e a habilidade singular de penetrar no sonho dos mortais. O Tengu é um guerreiro habilidoso, mas sua principal diversão é causar desordem. Eles gostam de pregar peças em sacerdotes budistas que incorrem no pecado do orgulho, as autoridades que usam seu poder ou sabedoria para adquirir fama e os samurais que se tornavam arrogantes. Algumas fontes consideram que pessoas que apresentavam esse tipo de mau comportamento é que se tornavam Tengu, ao reencarnar. Os Tengu antipatizam com aqueles que contrariam as leis do Dharma.
O nome Tengu quer dizer cão do paraíso e possui um equivalente na mitologia chinesa, o Tien Kou (cão celestial). A origem das lenda dos Tengu datam do século VI, logo após o início da expansão do budismo no Japão através de influência da Coréia e da China. Eram particularmente fortes nos arredores do Monte Kurama, onde acreditava-se que ficava a morada do grisalho Sojobo, o rei dos Tengu. As lendas que contam a história do guerreiro Minamoto no Yoshitsune relatam que ele foi aluno do Rei dos Tengu, que teria lhe ensinado habilidades mágicas de esgrima. Existem histórias que descrevem encontros entre Tengu e personagens históricos verídicos como o daimyo Kobayakawa Takakage, que teria conversado com um outro rei dos tengu ao pé do Monte Hiko. Séculos depois, os Tengus começaram a ser considerados formas das divindades xintoístas que guardavam as montanhas.
O papel dos tengu foi mudando drasticamente ao longo do tempo. Em algumas épocas eram tidos como ladrões de crianças, enquanto no período Edo orava-se aos Tengu para que ajudassem a encontrar crianças perdidas. Foram considerados também guardiões de templos.
Ainda durante o período edo, os Tengu eram o tema de várias pinturas no estilo ukiyo-e, nas quais seus longos narizes recebiam uma conotação ora cômica, ora sexual.
27. Kappa
Kappa , Gataro  ou ainda Kawako  é o nome de um youkai aquático do folclore japonês. Ele pode ser tanto benéfico quanto maléfico e os japoneses acreditam que há algumas maneiras de se proteger contra um kappa maldoso. Os kappa deram também seu nome a uma forma de sushi e a uma série de animação (Kappa Mikey).
É um espírito anfíbio do folclore japonês. Quando plenamente desenvolvido, um kappa tem o tamanho de uma criança de dez anos. Sua pele é escamosa e verde-amarelada; tem cara de macaco, costas de tartaruga; as mãos e os pés têm membranas, para nadar mais facilmente. Talvez seu traço físico mais característico seja uma depressão em forma de pires no topo da cabeça, que deve sempre conter água, para que o kappa possa conservar seus poderes sobrenaturais e sua força extraordinária quando está em terra.
Os kappas vivem em rios, lagos e lagoas, mas nunca hesitam em subir a terra firme em busca de sua presa. Tradicionalmente os contos retratam-nos como mal-intencionados, ávidos por sugar as entranhas de sua vítima e beber seu sangue. Diz-se que adoram especialmente o fígado humano. Mas também são representados como inteligentes e honrados. Diz-se que a humanidade aprendeu a arte de curar fratutas de ossos com um kappa, que ofereceu esse conhecimento em troca do seu braço amputado em uma de suas aventuras de pilhagem. Os braços e as pernas de um kappa, quando presos de novo ao corpo, ficam como novos em questão de dias.
O melhor método para subjugar um kappa é cumprimentá-lo muitas vezes, curvando a cabeça, como fazem os japoneses. Como é uma cortesia fora do comum, o kappa vai sentir-se obrigado a curvar a cabeça, em resposta. Após vários cumprimentos com a cabeça, todo o líquido (que lhe dá poderes e força, fora da água) terá se derramado do topo de seu crânio e ele será forçado a voltar ao seu lar aquático. Outra estratégia para aplacar um kappa mal-intencionado é dar-lhe pepinos para comer, pois todos sabem que é seu alimento predileto. Diz-se que riscar o nome dos familiares na casca de pepinos e depois jogá-los dentro da água protege essas pessoa contra os kappas, que, ao aceitarem os pepinos para comer, ficam moralmente obrigados a não fazer mal a essas pessoas.
26. Yuki-onna
Yuki-onna  é um espírito ou youkai encontrado no folclore japonês. É uma figura muito comum na animação, mangá e literatura japonesas.
Segundo o folclore, as Yuki-Onna cantam para seduzir os homens, fazendo-os se perder nas nevascas e morrer congelados. Frequentemente elas aparecem na forma de mulheres belas e jovens, e em muitas lendas elas se apaixonam por homens e se aproximam deles, casando-se e constituindo família, tendo filhos, inclusive. Entretanto, a história de amor sempre finda com o desaparecimento dela num dia de maior bruma ou de tempestade, provavelmente quando o chamado de seu mundo se torna mais forte.
25. Oni
Oni  são criaturas da mitologia japonesa. O termo Oni é equivalente ao termo “demônio” ou “ogro”, porque tais podem descrever uma variedade grande das entidades. Onis são criaturas populares da literatura, arte e teatro japonês.
Um oni é humanóide; eles geralmente são grandes, mas as vezes pequenos, e têm rostos de homens, macacos ou bestas e ocasionalmente até de pássaros. Freqüentemente possuem chifres, que variam desde pequenas protuberancias a chifres longos, pontudos e espiralados que formam arcos como em um antílope, ou lisos como os chifres de um dragão. Selvagens na natureza, raramente vestem muito mais do que um fundoshi.
A variação mais famosa dos oni – com chifres como de um boi e trajando um fundoshi de pele de tigre, pode ser relacionado ao kimon, a porta do demônio, através da qual os infortunados do mundo devem passar. A porta é encontrada no noroeste, ou no sentido do ushi-tora – Ushi e tora que são os sinais do boi e do tigre.
Por outro lado, a aparência dos oni é derivada provavelmente dos demônios chineses, importados dos contos do submundo budista. Emma-Dai?, o rei do jigoku (inferno), é imaginado às vezes como tendo dois assistentes, o aka-oni (ogro vermelho) e o ao-oni (ogro azul ou verde).
O oni ni kanab? possui um porrete cravejado com pontas de ferro, o kanab? . Mesmo que uma arma tão poderosa pareça desnecessária nas mãos de uma besta tão amedrontadora, de qualquer maneira esses onis são descritos frequentemente carregando estes instrumentos destrutivos.
O oni pode certamente ser encontrado torturando os pecadores no inferno, e ameaçam também seres humanos neste mundo, procurando nas montanhas e povoados de lugares distantes, e montando nas nuvens como os espíritos do vento e do trovão.
Enquanto nos contos folclóricos os onis são geralmente criaturas maliciosas, antropófagas a serem temidas e destruídas por heróis errantes, o oni pode também ter uma função protetora. As telhas onigawara, encontradas na extremidade de telhados japoneses são assim chamadas porque são curvadas originalmente dessa forma para se assemelharem à cara de um ogro, com semblantes ferozes, pretendendo espantar espíritos prejudiciais.
Oni é uma parte chave do feriado japonês conhecido como setsubun. Este festival marca o começo da primavera, e o ano novo no antigo calendário lunar. Pessoas com máscaras do ogro são ritualmente afastados, simbolicamente protegendo o ano vindouro do infortúnio e do mal. Há muito tempo atrás, o oni poderia ser repelido pelo fedor de sardinhas ardentes e outros métodos, mas hoje é o mais popular lançar grãos de soja (que é dito o oni odiar) e gritando “Oni wa soto! Fuku wa uchi!” (“Para fora com demônios! Venha a felicidade!”).
24. Kitsune
Kitsune (em japonês:  AFI: [kits?ne]) é a palavra japonesa para raposa. Raposas são um assunto comum no Folclore Japonês; kitsune refere-se geralmente neste contexto. Histórias as descrevem como seres inteligentes e com capacidades mágicas que aumentam com a sua idade e sabedoria. Entre estes poderes mágicos, tem a habilidade de assumir a forma humana — normalmente aparecem na forma de uma mulher bonita, uma jovem ou uma velha. Enquanto algumas histórias falam que as kitsunes usam essa habilidade apenas para enganar as pessoas — como muitas vezes fazem em folclores — outras histórias as retratam como guardiãs fiéis, amigas, amantes e esposas. Além da habilidade de assumir a forma humana, elas possuem os poderes de possessão, conseguem gerar fogo das suas caudas e da sua boca, o poder de aparecer nos sonhos e o de criar ilusões.
Raposas e seres humanos tem vivido próximos desde o Japão antigo; esta convivência deu origem a lendas sobre essas criaturas. Kitsunes são associadas com a figura do Deus Xintoísta, Inari — Deus do arroz, da fertilidade, da agricultura, das raposas e da industria — , servindo como suas mensageiras. Esta função reforçou o significado sobrenatural da raposa. A qualidade física mais notável da Kitsune são suas caudas, podendo chegar em nove. Quanto mais caudas uma kitsune tiver mais velha, sábia e poderosa ela é. Histórias dizem que leva 100 anos para uma cauda aparecer.Devido a seu poder e influência, pessoas fazem oferendas para elas como se fossem divindades.
Muito dos mitos de raposas do Japão podem ser vistos no folclore da China, Coréia ou Índia. Esses mitos populares contam histórias de raposas que podem ter até nove caudas. Várias dessas histórias foram gravadas no Konjaku Monogatari, uma coleção do século 11 de narrativas Chinesas, Indianas e Japonesas.
Há um debate sobre a origem dos mitos das Kitsunes, não sabem se foi inteiramente de fontes estrangeiras ou parte do folclore japonês, que datam a partir do quinto século d.C. O folclorista japonês Kiyoshi Nozaki argumenta que os japoneses vêem positivamente as kitsunes desde o quarto século d.C.; as únicas coisas importadas da China ou da Coréia eram os atributos negativos em relação a elas. Ele afirma que, de acordo com um livro de registros do século XVI, chamado Nihon Ryakki, as raposas e o ser humano viveram muito próximos no Japão antigo, e afirma que as lendas indígenas sobre as criaturas se formaram em conseqüência desse convívio. A erudita Karen Smyers aponta que a idéia da raposa como sedutora e a conexão dos mitos de raposas ao Budismo foram introduzidas no folclore japonês com as histórias chinesas similares, mas diz que algumas histórias de kitsunes contêm elementos únicos do Japão.
Acredita-se que as Kitsunes possuem uma inteligência superior, vida longa e poderes mágicos. Elas são um tipo de y?kai, ou de entidade espiritual, a palavra kitsune é muitas vezes traduzida como espírito da raposa. No entanto, isso não significa que elas são fantasmas, ou que sejam diferentes de raposas normais. Porque a palavra espírito é usada para refletir um estado de conhecimento ou Iluminismo.
Existem duas classificações comuns de kitsune. A zenko , que são raposas benevolentes, celestiais associadas ao Deus Inari; elas são chamadas às vezes simplesmente de raposas de Inari. Por outro lado, as yako  tendem a ser mais maliciosas. Tradições locais costumam adicionar mais tipos. Por exemplo, ninko é um espírito de raposa invisível que seres humanos só podem perceber-los quando são possuídos. Outra classificação tradicional é definir a kitsune em uma dos treze tipos existentes, pelas habilidades sobrenaturais que a kitsune possui.
Fisicamente, kitsune são lembradas por ter nove caudas. Em geral, um maior número de caudas indica uma raposa mais velha e mais poderosa; nos folclores dizem que uma cauda crescerá após que a raposa viver 100 anos. Um, cinco, sete e nove caudas são os números mais comuns nas histórias. Quando uma kitsune recebe sua nona cauda, sua pele torna-se prateada ou dourada. Estas Kyuubi no Kitsune ganham a capacidade de ver e ouvir qualquer coisa em qualquer lugar no mundo também adquirem sabedoria infinita (Onisciência).
A kitsune é, sem duvida, um dos yokais mais poderosos da mitologia japonesa, comparavel á um super-heroi de quadrinhos hoje em dia. Uma das suas habilidades mais comuns é a de mudar de forma. Geralmente a de uma jovem e bela mulher (independentemente do genero a da idade atual da raposa), mas há estórias e relatos de kitsunes assumindo outras formas, como um velho, uma criança, ou formas ainda mais fantásticas, como uma árvore de altura incrível ou um segunda lua no céu.
Outras habilidades sobrenaturais comumente atribuída ao kitsune incluem bocas ou caudas que gerem fogo ou relâmpago (conhecido como kitsune-bi, literalmente, a raposa de fogo), a manifestação voluntária nos sonhos dos outros, vôo, invisibilidade, e a criação de ilusões tão complicado que é quase indistinguível da realidade. Alguns contos falam de kitsune com poderes ainda maiores, capazes de manipular o tempo eo espaço, e levar pessoas à loucura. Outras têm características que lembram vampiros ou súcubos e se alimentam da vida ou o espírito dos seres humanos, geralmente através do contato sexual.
Pessoas que são filhos(as) de kitsunes(geralmente porquê o pai delas acaba se casando com uma kitsune em forma humana sem querer) não vão ser nessecariamente raposas, mas podem herdar os poderes sobrenaturais destas. Apesar destes poderes, kitsunes tem uma fraqueza em particular: assim como os gatos, as kitsunes tem um medo patológico de cães, e uma vez que eles aparecem, as kitsunes saem correndo.
23. Kraken
O Kraken era uma espécie de lula ou polvo gigante que ameaçava os navios no folclore nórdico. Este cefalópode tinha o tamanho de uma ilha e cem braços, acreditava-se que habitava as águas profundas do Mar da Noruega, que separa a Islândia das terras Escandinavas, mas poderia migrar por todo o Atlântico Norte. O Kraken tinha fama de destruir navios, mas só destruía aqueles que poluíam o mar e navios de piratas.
O Kraken também é confundido por ser visto na mitologia grega como uma sépia gigante que controlava as tempestades e as profundezas oceânicas e que habitava uma caverna submersa. No entanto, não há registro do Kraken na mitologia grega.
As histórias de Krakens tinham fundamento, tal como muitas outras histórias de seres fantásticos, numa má observação da fauna, no caso dos Kraken provavelmente em ataques de lulas gigantes ou lulas colossais. Um bom exemplo dessa teoria são as sereias, cujos responsáveis são os registos visuais de dugongos e focas de longe, em nevoeiros.
O Kraken era uma criatura tão temida pelos marinheiros quanto as ferozes Serpentes Marinhas.
22. Fênix
A fênix ou fénix é um pássaro da mitologia grega que, quando morria, entrava em auto-combustão e, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas. Outra característica da fénix é sua força que a faz transportar em voo cargas muito pesadas, havendo lendas nas quais chega a carregar elefantes. Podendo se transformar em uma ave de fogo.
Teria penas brilhantes, douradas, e vermelho-arroxeadas, e seria do mesmo tamanho ou maior do que uma águia. Segundo alguns escritores gregos, a fénix vivia exatamente quinhentos anos. Outros acreditavam que seu ciclo de vida era de 97.200 anos. No final de cada ciclo de vida, a fénix queimava-se numa pira funerária. A vida longa da fénix e o seu dramático renascimento das próprias cinzas transformaram-na em símbolo da imortalidade e do renascimento espiritual.
Os gregos parecem ter se baseado em Bennu, da mitologia egípcia, representado na forma de uma ave acinzentada semelhante à garça, hoje extinta, que habitava o Egito. Cumprido o ciclo de vida do Bennu, ele voava a Heliópolis, pousava sobre a pira do Deus Rá, ateava fogo em seu ninho e se deixava consumir pelas chamas, renascendo das cinzas.
Hesíodo, poeta grego do século VIII a.C., afirmou que a fênix vivia nove vezes o tempo de existência do corvo, que tem uma longa vida. Outros cálculos mencionaram até 97.200 anos.
De forma semelhante a Bennu, quando a ave sentia a morte se aproximar, construía uma pira de ramos de canela, sálvia e mirra em cujas chamas morria queimada. Mas das cinzas erguia-se então uma nova fénix, que colocava piedosamente os restos da sua progenitora num ovo de mirra e voava com ele à cidade egípicia de Heliópolis, onde os colocava no Altar do Sol.
Dizia-se que estas cinzas tinham o poder de ressuscitar um morto. O imperador romano Heliogábalo (204-222 d. C.) decidiu comer carne de fénix, a fim de conseguir a imortalidade. Comeu uma ave-do-paraíso, que lhe foi enviada em vez de uma fénix, mas foi assassinado pouco tempo depois.
Atualmente os estudiosos creem que a lenda surgiu no Oriente e foi adaptada pelos sacerdotes do Sol de Heliópolis como uma alegoria da morte e renascimento diários do astro-rei. Tal como todos os grandes mitos gregos, desperta consonâncias no mais íntimo do homem. Na arte cristã, a fénix renascida tornou-se um símbolo popular da ressurreição de Cristo.
Curiosamente, o seu nome pode dever-se a um equívoco de Heródoto, historiador grego do século V a.C.. Na sua descrição da ave, ele pode tê-la erroneamente designado por fénix (phoenix), a palmeira (phoinix em grego) sobre a qual a ave era nessa época representada.
A crença na ave lendária que renasce das próprias cinzas existiu em vários povos da antiguidade como gregos, egípcios e chineses. Em todas as mitologias o significado é preservado: a perpetuação, a ressurreição, a esperança que nunca têm fim.
Para os gregos, a fénix por vezes estava ligada ao deus Hermes e é representada em muitos templos antigos. Há um paralelo da fénix com o Sol, que morre todos os dias no horizonte para renascer no dia seguinte, tornando-se o eterno símbolo da morte e do renascimento da natureza.
Os egípcios a tinham por “Bennu” e estava relacionada a estrela “Sótis”, ou estrela de cinco pontas, estrela flamejante, que é pintada ao seu lado.
Na China antiga a fénix foi representada como uma ave maravilhosa e transformada em símbolo da felicidade, da virtude, da força, da liberdade, e da inteligência. Na sua plumagem, brilham as cinco cores sagradas.Roxo, Azul, Vermelha, Branco e Dourado.
No ínicio da era Cristã esta ave fabulosa foi símbolo do renascimento e da ressurreição. Neste sentido, ela simboliza o Cristo ou o Iniciado, recebendo uma segunda vida, em troca daquela que sacrificou.
No Acidente na mina San José em 2010, a cápsula que estava retirando um por um dos 33 mineiros foi chamada de Fênix, porquê o resgate deles a uma profundidade muito funda de terra lembra a ressureição da ave mítica das cinzas.
21. Deus Jaguar
Este é o único Deus Olmeca sobre o qual todos concordam. A civilização Olmeca parece ter sido baseada na crença em um ou vários Deuses Jaguar. Algumas vezes esta divindade é representada como um Homem-Jaguar, também chamado de Were-Jaguar (em inglês, a palavra Were colocada antes do nome de um animal indica o hibridismo daquele animal com o homem, dessa forma, o Were-Wolf é o nosso Lobisomem, mas em português não temos palavras adequadas para referir híbridoslendários, por isso utilizarei o termo inglês), em outras é apenas um Jaguar ou, tão somente seu rosto. Acredita-se que as deformações cranianas, se é que elas existiram; visto que não háum único exemplar de corpo Olmeca, uma vez que o clima da Zona Metropolitana éextremamente quente e úmido, o que faz com que os cadáveres se decomponhammuito rapidamente; teriam sido inspiradas na face do Jaguar. Sendo assim, os dentes incisivos superiores seriam arrancados e o lábio superior mutilado de forma a parecerum lábio de Jaguar. Estátuas e estatuetas de Jaguar eram muito comuns e havia atémosaicos imitando a face daqueles animais em certos lugares da Zona Metropolitana,como em La Venta.O Deus Jaguar seria, segundo as incidências de sua imagem, a principal divindade do panteão Olmeca e seu culto poderia estar relacionado com a Guerra (devido ao fatode o Jaguar ser um animal naturalmente agressivo e, por conseqüência, temido),com a Terra (pois segundo algumas crenças Mesoamericanas, os Jaguares seriam osverdadeiros donos do mundo e, algum dia o iriam retomar dos homens), com as Florestas (por motivos óbvios, uma vez que este é o habitat dos Jaguares) e, com menor probabilidade, com o Milho (já que, como vimos e veremos, o milho se disseminou juntamente com a imagem do Jaguar pela América) e com as Chuvas(visto que as florestas onde os Jaguares habitam são úmidas). O culto ao Jaguar eratão forte no mundo Olmeca que possivelmente teria dado origem a uma espécie de culto messiânico
20. Xipe-Totec
É questionável que este Deus tivesse feito parte do panteão Olmeca, mas algunsArqueólogos dizem ser possível identificar traços da crença nele nos artefatosOlmecas. Xipe-Totec era um Deus cultuado pelos Astecas, mas a crença nele não foiintroduzida por este povo chegado do norte, era muito mais anterior, datandocertamente de um período anterior a 200 d.C.. Ele era o Deus da Primavera, daRenovação da Vegetação, da Fertilidade e dos Doentes. Era representado por trêscrânios se abrindo, dando uma idéia de continuidade, de infinito. Realmente, o únicoindício realmente forte de que este Deus tenha sido cultuado na época Olmeca é ofato de a crença nele datar de tanto tempo.
19. Huehueteotl
Este era outro Deus muito semelhante a Xipe-Totec, seu culto ainda existia noperíodo Asteca, mas diferentemente do anterior, este já estava quase esquecido,sendo adorado apenas por uns poucos sacerdotes. Era o Deus antigo do Fogo. Aqueleque (segundo a mitologia Asteca) fora superado quando Huitzilopochtli, se tornara o Sol.
18. Coatlicue- Mãe dos Deuses Astecas
Coatlicue é, na mitologia asteca, a deusa da vida e da morte, mãe dos deuses, da lua e das estrelas. Foi assassinada por sua filha Coyolxauhqui e seus filhos e vingada por Huitzilopochtli.
17. Ometecuhtli – Deus Asteca da criação
Ometecuhtli (O Senhor Deus) e Omecihuatl, A Senhora Deus, formavam a dualidade criadora na religião mexica.
Eruditos como Miguel León-Portilla traduzem Ometeotl/Omecihuatl como Senhor(a) da Dualidade, implicando um único deus de caráter dual.
Ometecuhtli representa a essência masculina da criação. É esposo de Omecihuatl e pai de Tezcatlipoca vermelho (Xipe Tótec), Tezcatlipoca preto (Tezcatlipoca), Tezcatlipoca branco (Quetzalcoatl), e Tezcatlipoca azul (Huitzilopochtli).
Este é um deus antigo, que não tinha templos, e era quase desconhecido pelo povo, mas muito nomeado nos poemas das classes altas. Devido a ser mencionado de uma maneira que parece ignorar o restante da cosmogonia asteca, Miguel León-Portilla sugestiona que talvez os sábios astecas estavam num processo de aglutinar os demais deuses nesta deidade.
Omecihuatl (Mulher dois, Senhora da Dualidade), deusa que representa a essência feminina da criação na religião mexica. Esposa de Ometecuhtli. Também é conhecido como tonacacihuatl, Senhora da nossa carne.
Ometeotl é também chamado “in Tonan, in Tota, Huehueteotl”, “Mãe a nossa, Pai o nosso, Velho Deus”. Como dualidade e unidade masculino-feminina, reside em Omeyocann, “o Sítio da Dualidade”, que, pela sua vez, ocupa o mais alto lugar dos céus. São pais do Universo e quanto há nele. Como “Senhor e Senhora da Nossa Carne e Sustento”, subministra a energia cósmica universal da qual todas as coisas derivam, bem como a continuidade da sua existência e sustento. Prove e mantém o ritmo oscilante do universo, e confere a cada coisa a sua natureza particular. É em virtude destes atributos que são chamados de “O Um Mediante O Qual Todos Vivemos” e quem “é o verdadeiro ser de todas as coisas, preservando-as e nutrindo-as”. Por ser metafísicamente imanente, Ometeotl é chamado Tloque Nahuaque, amo do vizinho e o afastado ou o que está perto de todas as coisas e de quem todas as coisas estão perto. Em tanto epistemologicamente transcendente, chamado de Yohualli-ehecátl, Um que é Invisível (como a noite) e Intangível (como o vento). Recebe também os nomes de Moyocoyatzin, “o inventor de si mesmo” e Ipalnemohua, “o dador de vida”.
16. Tlaloc – deus da chuva, o senhor do raio, do trovão, do relâmpago, senhor do inferno
Na mitologia asteca, Tlaloc é o deus da chuva, o senhor do raio, do trovão, do relâmpago, senhor do inferno (Tlalocan). Assim como Quetzalcoalt, Tlaloc era um deus de Teotihuacan, que foi incorporado pelos Toltecas quando conquistaram essa cidade.Tlaloc era uma divindade central ao culto agrário. Tlaloc era temido, e não apenas adorado, pois também lhe eram atribuídas certas doenças. Xochiquetzal era sua esposa. Mais tarde tornou-se poderosa divindade no panteão asteca, responsável pela bem-aventuraça no mundo dos mortos (Mictlan). As chuvas que Tlaloc mandava pelos os seus filhos, os Tlaloques, fecundavam os campos, onde o deus Xipe, o deus Cintéotl e o deus Xochipilli, se ocupavam.
15. Huitzilopochtli- Deus Asteca da Guerra, das Tempestades e do Sol
Este deus asteca era filho de Coatlicue (“a da saia de serpente”). O seu nome significa “O Colibri Azul à Esquerda” e era o deus da guerra, das tempestades e do sol. A sua mãe estava a executar trabalhos sagrados na Montanha da Serpente, perto da cidade de Tula, e quando lhe caiu um tufo de penas de tentilhão em cima ficou à espera de um filho. A sua filha Coiolxauhqui e os seus outros quatrocentos filhos (Centzon- Huitznauhas) revoltaram-se e decidiram reunir um exército para a combater. Mas Huitzipochtli nasceu e cresceu imediatamente, protegendo-se dos pés à cabeça com uma armadura azul. Atacou a sua irmã com um cetro ardente em forma de serpente, cortando-a em pedaços e matou os restantes irmãos. Foi desta maneira que se tornou o chefe dos astecas e lhes forneceu uma série de sinais que indicariam o sítio em que deviam fundar a sua cidade.
Este deus costuma ser representado todo azul, com penas de colibri na perna esquerda, com o cetro em forma de serpente e todo armado. Também a águia da coragem o personifica.
Eram principalmente os prisioneiros de guerra que se aproveitavam para sacrificar ao deus.
14. Mixcóatl – Deus Asteca das Tempestades e da Caça
Mixcóatl é o deus mexica das tempestades e da caça. O nome Mixcoatl em náuatle significa ‘Serpente nuvem’ . Os antigos mexicanos criam que a Via Látea era uma representação de Mixco?tl existe outra classe de Mixcoatl chamado Iztac Mixcoatl um velho deus celeste parecido com Ometéotl.
Mixcóatl também é uma personagem legendário, pai de C? ?catl Topiltzin Quetzalcó?tl e guia de um grupo de ch?ch?m?cas que se assentou em Tula (no atual Estado de Hidalgo) no século X.
13. Tezcatlipoca- Deus Asteca, senhor do fogo e da morte
Se você já jogou Broken Sword deve lembrar desse carinha. Tezcatlipoca é um dos três grandes deuses da mitologia asteca: é o deus do céu noturno, da lua e das estrelas; senhor do fogo e da morte. Uma das figuras mais temidas do panteão asteca, criador do mundo, vigilante das consciências. Ás vezes é representado como um jaguar e carrega no peito um espelho através do qual podia ver toda a humanidade. É conhecido como “O Senhor do Espelho Fumegante”. As traduções para o nome de Tezcatlipoca são bem variadas e, algumas vezes, até contraditórias. Apesar de haver uma certa convergência quanto a tradução literal dos dois principais termos que compõe o nome do deus (Tezcatl e Poca), especialistas em náhuatl concordam que as questões referentes a esse debate não estão fechadas.
Tezcatl é freqüentemente traduzido por refletir ou espelho. Poca significa fumo, fumaça. Com a junção dos dois termos, teríamos a tradução mais usual: espelho fumegante.
Muitos estudiosos afirmam que a palavra tletl (luz) estaria localizada entre os dois termos anteriores, formando espelho de luz fumegante, mas essa hipótese não é confirmada.
Alguns especialistas de Tlaxcala apontam para a palavra Pucah, do idioma Otomi, que significa negro, mas a junção de dois idiomas, com o objetivo de compreender a etimologia do nome de um deus, é muito contestada.
Segundo uma lenda mexica, relatada pelo frei Andrés de Olmos, à pedido do Sol, os deuses se auto-sacrificaram no processo de criação do universo. Isso aconteceu em Teotihuacan e provocou um grande desespero nos seres humanos, que passaram a vagar à procura de seus deuses, chorando e rogando. Num determinado momento, Tezcatlipoca os encontrou e se compadeceu, orientando-os para que preparassem uma festa, com muita música e preces em sua honra. Finalmente, os deuses voltaram a se comunicar com seus filhos humanos e desde então, as preces e a música se tornaram elementos fundamentais nos cultos da região.
Desta forma, Tezcatlipoca é encarado como o deus responsável pela introdução desses elementos, além dos sacrifícios, na religião asteca.
12. Tifão/Tífon
Tifon é o deus da seca, mas não se pode nem um pouco compára-lo com um deus, ele é uma criatura extremamente cruel e poderosa, tão poderosa que todos os deuses fugiram ao ve-la.
Tifon é filho de Gaia e Tártaro, mas ele não nasceu de Gaia, Gaia ao perceber que estava gravida aproveitou e transformou seu ainda não nascido filho em uma semente e deu a Hera, Hera sem suspeitar de nada plantou a semente no jardim do Olimpo, quando Tifon surgiu todos os deuses fugiram apavorados para o Egito e se transformaram em animais, todos fugiram menos Atena que não teve covardia e se manteve em sua própria forma, Zeus irritado com a própria covardia volta a sua forma normal pega foice que Cronos usou para castrar Urano e ataca o terrivel Tifon, mas de nada adianta, pois Tifon facilmente desarma Zeus e ainda utiliza a foice para arrancar os nervos principais de Zeus o deixando inconsciente, ele arrasta Zeus para uma caverna e o prende, pede para que a monstra Delfina vigie Zeus enquanto ele sai a procura dos outros deuses.
Hermes junto com Pan, conseguiu libertar Zeus assustando Delfina (pois Pan é deus do medo também) Hermes acha as veias e as costura, Zeus imediatamente vai para o Olimpo e luta contra Tifon a batalha é tão grande que a terra, o céu e o mar começam a tremer, mas Zeus vence e prende Tifon no monte Edna onde Hefesto coloca suas mais pesadas bigornas por cima de suas cabeças, impedindo que ele se liberte.
Hesíodo descreveu Tifon em um texto : Tifon era tão alto que a sua cabeça batia nas estrelas, os braços enormes bloqueavam os raios do sol, e carvões em brasa saíam da sua boca. Havia um dragão de cem cabeças com línguas escuras em seus ombros, e dos seus olhos labaredas dardejavam. Sons estranhos provinham dessa cabeças. Algumas vezes os deuses podiam entendê-los facilmente, mas em outras pareciam os berros de touros enfurecidos. As vezes, rosnavam como leões, no momento seguinte, como cachorrinhos.
11. Quetzalcóatl- Deus Asteca Pássaro-Serpente
Quetzalcóatl é uma divindade das culturas de Mesoamérica, em especial da cultura asteca, também venerada pelos toltecas e maias. É considerada por alguns pesquisadores como a principal dentro do panteão desta cultura pré-hispânica. Os astecas incorporaram esta deidade em sua chegada ao vale do México, no entanto modificaram seu culto, eliminando algumas partes, como a proibição dos sacrifícios humanos.
O nome de Quetzalcóatl é composto de duas palavras de origem náuatle: quetzal, que é uma ave de formosa plumagem que habita a selva centroamericana e cóatl, “serpente” e é usualmente traduzida como “Serpente Emplumada”, “Pássaro Serpente”, ou “Pássaro Serpente da Guerra”; Especula-se que a origem desta deidade provém da cultura olmeca, no entanto sua primeira aparição inequívoca ocorreu em Teotihuacan. A cultura teotihuacana dominou durante séculos o planalto mexicano. Sua influências culturais abarcaram grande parte da mesoamérica, incluindo as culturas maia, mixteca e tolteca. Os maias retomaram a Quetzalcóatl como Kukulkán.
Quetzalcoatl representa as energias telúricas que ascendem, daí a sua representação como uma serpente emplumada. Neste sentido, representa a vida, a abundância da vegetação, o alimento fisico e espiritual para o povo que a cultua ou o indivíduo que tenta uma ascese espiritual.
Posteriormente, passou a ser cultuado como deus representante do planeta Vênus, simultaneamente Estrela da Manhã e Estrela da noite, correspondendo, com o seu gêmeo Xolotl, à noção de morte e ressurreição. Deus do Vento e Senhor da Luz, era, por excelência, o deus dos sacerdotes. É às vezes confundido com o rei sacerdote de Tula. Governava o leste.
Segundo fontes incertas e tradições orais, uma das representações deste deus é um homem branco, barbado e de olhos claros. Esta representação seria uma das justificativas da teoria de que os povos indígenas, durante a conquista da Nova Espanha (Mesoamérica), acreditaram que Hernán Cortez era Quetzalcóatl. O acadêmico multiculturalista Serge Gruzinski, analisando as crônicas do século XVI sobre a conquista do México, compartilha da crença de que os astecas realmente acharam que Cortez fosse Quetzalcóatl e essa é uma das razões pela qual os espanhóis dominaram tão facilmente a América Central.
O cacau, fruto tipicamente americano, era usado durante os rituais ao deus como uma bebida quente, o xocóatl, bebida que deu origem ao chocolate tão apreciado atualmente.
10. Pássaros do Trovão – Thunderbirds
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Thunderbirds são predominantes em toda a cultura nativa da América do Norte, a partir do noroeste do Pacífico, para as Grandes Planícies, e até ao Sudoeste. Embora existam diferenças de número e características, cada grupo acredita que as asas de Thunderbird causam um trovão, quando voam, que de seus olhos saem relâmpago e que poderiam criar tempestades e convocar nuvens. Dependendo da história, o Thunderbird pode ser uma entidade como deus, ou uma espécie de semi-deuses. Um bando de thunderbirds provavelmente poderia derrubar a maior parte dos Estados Unidos, considerando como somos dependentes da electricidade. E não vamos nem começar a pensar em chuvas torrenciais e as inundações em todo o mundo.
9. Jinshin Mushi
Estes são besouros lendários do Japão que causam terremotos. Segundo lenda seus corpos geram ondas sonoras que ressoam na frequência perfeita, fazendo desmoronar certos minerais em segundos. Em um país com tanta agitação geológica como o Japão, a morte por um terremoto é um medo real. Então, imagine o tipo de destruição que pode causar em uma escala continental.
8. Leviatã

Uma criatura enorme referida na Bíblia. É geralmente acordado que o Leviatã é um monstro mitológico de tamanho gigantesco e um poder incrível. Poderia destruir pequenas ilhas, cidades portuárias, e, provavelmente, causar tsunamis que varreriam o litoral e causariam terremotos.
7. Djinn
No mundo ocidental, djinn são conhecidos mais comumente como gênios. Eles são criaturas sobrenaturais que vivem em um plano paralelo que é semelhante à dos seres humanos. De acordo com o Alcorão, djinn têm livre arbítrio apenas como humanidade, significa que eles podem ser bons ou maus. No entanto, quando o djinn escolher o caminho do mal e da destruição, ele é certamente temível de se ver. Seus corpos físicos são compostos de uma chama sem fumaça. Lúcifer era um djinn que era basicamente o equivalente islâmico de Lúcifer. Após a rebelião celestial que ele dirigiu, Iblis foi concedido um perdão para viver na Terra e a humanidade para enganar até o Dia do Julgamento.
6. Fúrias
As Fúrias são realmente criaturas da mitologia greco-romana. Os romanos conheciam como Fúrias enquanto os gregos chamavam as Erínias. Eram divindades femininas do Underworld, que personificava a vingança e a raiva das pessoas que morreram prematuramente. Elas vagam na terra para punir as pessoas que juraram um falso juramento e dão a retribuição ao homem injustamente assassinado. Seus números podem variar, mas geralmente atacam em grupos de três. Sua aparência é sempre horrível, embora com os olhos que pingam sangue e, geralmente, com asas de morcego para ajudá-las a voar para concluir seu trabalho.
5. Raiju
Raiju é um criatura lendária na mitologia japonesa. Seu nome significa “besta do trovão”, em Inglês. Raiju tem um corpo composto de fogo ou relâmpago. No entanto a forma final das trovoadas ou incêndios podem variar de um gato a um macaco ou até mesmo um lobo azul envolto em raios. Durante trovoadas, Raiju fica agitado e começa a pular em cima de árvores e edifícios. O demônio também gosta de descansar e dormir no umbigo de seres humanos. No Xintoísmo deus dos relâmpagos, Raijin, então tem que lançar raios ao demônio para acordá-lo, o que geralmente prejudica o ser humano também. As pessoas tentam evitar esse incidente dormindo de bruços durante uma tempestade.
4. Succubus
Demônios Succubus são a contrapartida feminina do Incubus. Elas vêm para as camas dos homens humanos durante a noite para seduzí-los em seus sonhos. Muitas vezes succubi tenta seduzir monges. Elas têm que tirar a energia sexual dos homens, a fim de sustentar-se quase como um vampiro que necessita de sangue humano. No passado, elas são geralmente descritas como bastante assustadoras, com asas e uma cauda de serpente. No entanto, os tempos modernos mudaram a sua aparência para parecer uma bela feiticeira de modo a esta poder mais facilmente seduzir os homens para obter a sua energia.
3. Pazuzu
Tanto os assírios quanto babilônios conheciam o rei dos demônios do vento, Pazuzu. Ele representa o vento do sudoeste que tem tanto secas e tempestades. Pazuzu era conhecido por trazer gafanhotos durante a estação chuvosa, em seguida, a fome durante a estação seca. Ele é muitas vezes representado com uma combinação de partes humanas e animais, peças mais comumente com um corpo humano, uma cabeça de leão e dois pares de asas. Na demonologia cristã, Pazuzu é dos responsáveis pelo Inferno. Ele é um dos demônios responsáveis pela possessão de pessoas, como mostra no filme ” O Exorcista”
2. Berith
Berith é um demônio comumente estudado em demonologia cristã. Ele disse ser o “grande duque do inferno”. Seria supostamente o comandante de 26 legiões de outros demônios. A maioria de seus poderes são por homicídio e blasfêmia contra o Deus cristão. Sua aparência física é geralmente a de um soldado em cima de um cavalo vermelho vestindo roupa vermelha e uma coroa dourada. Ocasionalmente, ele vai ter a pele vermelha também. Ele pode ser evocado pelos mortais, mas se o ser humano que se apresenta para enfrentá-lo não está usando um anel de prata, o demônio vai torturar o ser humano até a loucura antes de matá-lo.
1. Pishacha
Pishachas são demônios vistos na mitologia hindu. Diz-se que comem carnes nos locais de cremação e se escondem em locais escuros. Embora tenham o poder de assumir formas diferentes ou até mesmo se tornar invisível, a sua aparência natural é bastante perturbadora, pois têm uma tez escura que mostra as suas veias salientes completadas com grandes olhos vermelhos e salientes. Pishachas são também conhecidas por possuir espiritualmente os seres humanos ao longo do tempo que faz com que a vítima sofra uma variedade de anomalias e doenças, mesmo para seu corpo físico. Insanidade é geralmente a aflição mais comum destas criaturas para o ser humano que é possuído.
0. Abaddon
Abaddon é um demônio da tradição cristã. Ele também pode vir pelo nome de Apollyon em grego que significa “O Destruidor”. Ele é visto no livro bíblico do Apocalipse, escrito por S. João. O original hebraico, Abaddon, literalmente significa “lugar de destruição”, mas nas escrituras cristãs está descrito como uma pessoa individual. Nestas descrições, ele é conhecido como o rei do abismo que detém almas perdidas e comandante de uma praga de gafanhotos viscosa. Em todos os outros trabalhos fora da Bíblia cristã, ele é identificado como o anjo da destruição, o líder do Apocalipse, e um dos chefes dos demônios do submundo que é quase igual ao próprio Satanás.

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